A população árabe, a maior das minorias étnicas em Israel, é cerca de 20% do total (no território do Estado de Israel e excluindo os territórios ocupados) tendo sido a maioria da população da Palestina até à Guerra da Independência de Israel em 1948-1949. No entanto, em muitos locais dentro do território do Estado de Israel, os árabes (maioritariamente muçulmanos mas também alguns cristãos) são a maioria da população se não mesmo a totalidade (como é o caso de algumas aldeias de beduínos no Negev). A língua árabe é juntamente com o hebraico língua oficial de Israel e em muitos locais é a única língua utilizada no dia-a-dia. Os árabes têm os seus partidos políticos e na cidade da Nazaré (predominantemente árabe) é possível ver os letreiros das lojas apenas em árabe assim como cartazes de propaganda eleitoral.
domingo, 3 de março de 2013
A condução dos israelitas
Só há uma coisa a dizer da forma como este povo conduz: perigosa.
Não é invulgar verem-se situações na qual um veículo se encontra numa avenida com 3 vias em cada sentido e perante um cruzamento u entroncamento onde é necessária a selecção de via haver um veículo na via mais à esquerda a cortar para a direita mesmo quase em cima do cruzamento ou entroncamento. Outra situação bastante vulgar é um carro sair do estacionamento ou paragem e estar o carro mesmo à frente a fazer o mesmo sem que o condutor do carro que está atrás espere que o condutor do carro que está em frente conclua o movimento. Nas estações rodoviárias pouca atenção os condutores das camionetas ou autocarros prestam ou cuidado têm com os veículos que estão a passar antes de fazerem a marcha-atrás para sairem da linha na qual estavam parados ou estacionados.
Kadaif
O "kadaif" (cujo nome faz lembrar Kadafi) é uma sobremesa que pese embora não esteja entre as mais consumidas por estes lados é tido como algo da gastronomia local. É bastante doce (demasiado, em minha opinião) e ao contrário do exemplar que se vê na fotografia (comprado no supermercado) a parte com a textura do "ninho de pássaro" costuma estar a cobrir o recheio interior.
Irá o Estado de Israel sobreviver?
Bret Stephens, colunista de diplomacia no Wall Street Journal, fala dos perigos para a sobrevivência do Estado de Israel.
sexta-feira, 1 de março de 2013
"Shape of the Future"
Documentário sobre a situação passada, actual e o futuro nas relações entre israelitas e árabes palestinianos.
O serviço de transporte rodoviário em Israel I
O serviço de transporte rodoviário em Israel não se pode considerar no geral mau: o preços não são altos e entre as principais cidades do país as ligações são bastante regulares (exceptuando durante o "shabat").
No entanto há coisas que se têm de fazer notar como a ausência de informação relativa aos horários das diferentes linhas nas estações e paragens (e estou a falar de ausência total de informação e não apenas de ausência de informação em inglês), a falta de informação do pessoal das estações rodoviárias em relação aos horários dos transportes (ou talvez apenas falta de vontade em as darem) e a intransigência de muitos motoristas assim que fecham a porta da camioneta em deixarem entrar mais um passageiro mesmo que a camioneta ainda esteja parada na linha de partida.
A minha pior experiência com os motoristas por cá deu-se na estação rodoviária de Be'er Sheva quando pretendia apanhar uma camioneta para o kibbutz. Foi-me inicialmente dito que teria de apanhar a camioneta 47 que iria partir dentro de momentos. Chegado à mesma pergunto ao motorista se aquele é o transporte que vai para o kibbutz Lahav ao que me responde que sim. Entro então na camioneta para pagar o bilhete e ir para o kibbutz, processo no qual o motorista não percebeu o que eu pretendia quando perguntar quanto era o bilhete mas que ele lá me acabou por vender. Indo então dentro da camioneta começo a constatar a certo ponto que a mesma começa a voltar para trás em direcção a Be'er Sheva depois de ter ido a Lehavim (não muito longe do kibbutz Lahav mas também não muito perto). Dirijo-me então ao motorista para lhe perguntar o porquê de não ir ao kibbutz Lahav. Parco em inglês (quero acreditar) lá me vem tentando dizer que é na próxima volta que irá para o kibbutz Lahav mas chegado de novo à estação rodoviária de Be'er Sheva em conversa com um passageiro sobre isso (o passageiro pelos vistos sabia melhor do percurso da camioneta que o próprio motorista) diz-me depois que afinal não é aquela a camioneta que vai para o kibbutz Lahav. Confrontando-o com o facto de ter já comprado o bilhete depois de no início da volta anterior me ter afirmado ir ao kibbutz Lahav, pergunto-lhe o que fazer com o mesmo e tenho apenas como resposta que não pode fazer nada em relação a isso. Foi então que amassei o bilhete à frente dele até fazer uma bola e o atirei para a cara antes de sair da camioneta.
Volto a perguntar a outra pessoa a trabalhar na estação qual o transporte para o kibbutz Lahav, ao que desta vez me é respondido ser a camioneta 42 que partirá apenas às 18:45 (eram cerca de 14:00 na altura). Depois de lá ter dado a "volta dos tristes" pela cidade de Be'er Sheva, eis que chego à estação de novo antes da suposta hora da linha 42. Chegada a hora, não apareceu nenhuma camioneta da linha 42 onde era suposto e ninguém me conseguia dar informações. Sendo este supostamente o último transporte para o kibbutz e vendo uma camioneta da linha 47 a começar a partir pelas 19:00, e em desespero por tentar ao menos chegar a alguma informação por parte do motorista sobre se áquele horário iria para o kibbutz Lahav, eis que decido correr para colocar a tal questão. Mas a porta fechou-se pouco antes e, quando chego à mesma o motorista recusa-se a abrir. Estive para desistir mas quando vejo que alguns dos meus colegas do kibbutz se encontram no interior da camioneta começo a insistir com o motorista para me abrir a porta, ao que a reacção do mesmo é começar a marcha. Sabendo que já não teria mais nenhum transporte para ir para o kibbutz depois daquele, meto-me à frente da camioneta para a não deixar passar. O motorista começa a buzinar mas eu insisto enquanto um dos meus colegas me vê e vem dizer ao motorista que faço parte do grupo deles para me deixar entrar. O motorista insistiu em não me deixar entrar e eu insisti em não o deixar iniciar a marcha até que por fim o mesmo acaba por ceder e me deixar entrar.
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