terça-feira, 5 de março de 2013

Substitutos da carne suína

Nem todos os israelitas se regem pelas regras do "cashrut" pese embora os judeus e os árabes quase totalizem a população do país. De entre os judeus há quem não tenhas problemas em comer carne de porco mas outros há que procuram produtos com a mesma aparência de produtos de carne de porco mas com origem na carne de outros animais (salsichas de carne frango, por exemplo). Fiquei surpreendido com a semelhança e sabor idêntico do produto na fotografia com o semelhante feito a partir de carne de porco. Ou pelo menos segundo os empregados do alojamento em Haifa o mesmo era feito de carne de vaca.
 
 

O certificado de "kosher"

É um documento que pode ser visível em algumas lojas de restauração em Israel mas de longe muito mais visível em Jerusalém que em alguma outra cidade.
O certificado kosher é um documento emitido para atestar que os produtos fabricados por uma determinada empresa obedecem as normas específicas que regem a dieta judaica ortodoxa. Ele é mundialmente reconhecido e atribuído como sinónimo de controlo máximo de qualidade.
O processo de emissão para um certificado Kosher depende da colaboração e total transparência nas informações que serão permutadas entre ambas: a empresa que fabrica o produto e a entidade judaica que emitirá o documento.
Na primeira etapa deste procedimento, uma pesquisa minuciosa é realizada para levantamento de dados sobre os ingredientes que compõem os produtos (componentes, fluxograma e lista de fornecedores), bem como o processo de fabricação empregado (sistema de caldeiras, vapor, planta da fábrica, etc).
Na segunda etapa, após ter sido constatado que o produto (ou produtos) em questão preenchem as normas da dieta "kasher" (ou "kosher" em ídiche), é agendada uma visita de um rabino ortodoxo à fábrica, para que o produto possa ser aprovado. Sem a avaliação de um rabino ortodoxo, perito neste assunto, um certificado kosher jamais poderá ser emitido.
O rabino deverá ser acompanhado na fábrica por uma pessoa que responda por todos os detalhes no processo de fabricação. Geralmente esta tarefa é realizada pelo gerente de produção ou gerente de qualidade. Inclusive deve possuir uma ampla visão do planejamento estratégico da empresa (previsão de lançamento de novos produtos e seus prazos, planeamento de testes de outros produtos em determinada linha de produção, se já houve, há ou haverá tercerização de alguns produtos dentro e/ou fora da empresa, etc).
Os produtos continuarão sendo acompanhados periodicamente para que continuem a preencher todos os requisitos que o tornam apto para o recebimento de certificado kosher.
O mesmo possui validade internacional de um ano, a vigorar a partir da data na qual é emitido, e poderá ser renovado ao final deste prazo, mediante nova visita do rabino à fábrica.
Um ponto fundamental que deve ser salientado é uma relação de total transparência que deve ser mantida entre a empresa fabricante e a entidade judaica que aprova o consumo de seu produto para a comunidade judaica. No caso de haver qualquer alteração dos ingredientes ou no processo de fabricação, estes deverão ser imediatamente comunicados ao departamento de "cashrut" (leis alimentares judaicas) responsável, sob pena de perda de fiabilidade e anulação do certificado.
Regras básicas:
- Certos animais não podem ser consumidos de forma alguma. Essa restrição inclui a carne, os orgãos,os ovos e o leite desses animais. Mesmo os animais permitidos só podem ser ingeridos se forem abatidos de acordo com as regras da lei judaica.
- Todo o sangue deve ser drenado da carne antes de comer.
-Algumas partes de animais permitidos não podem ser ingeridas.
-Carne não pode ser ingerida junto com leite. Peixes, frutas, vegetais e grãos podem ser comidos tanto com carne quanto com leite
-Os utensílios que estiveram em contacto com carne não podem ser utilizados com leite e vice versa.
- Produtos a base de uva fabricados por um não-judeu não podem ser consumidos.
- Somente os peixes que possuem escamas e nadadeiras podem ser consumidos.
- Todos os tipos de moluscos e frutos do mar são proibidos.
- Os vegetais e grãos devem ser rigorosamente supervisionados para que não hajam vermes ou insectos.

segunda-feira, 4 de março de 2013

O leite em Israel

Nos países do sul da Europa o leite à venda é na sua grande maioria pasteurizado e logo vendido à temperatura ambiente. Nos países do norte da Europa o mesmo costuma ser vendido fresco. Em Israel, pesem embora as temperaturas sejam mais elevadas que no sul da Europa, o leite à venda é na sua esmagadora maioria fresco e necessitando de ser mantido no frigorífico para não se estragar.
Muito popular é o leite vendido em saco para poupar espaço no frigorífico.



 

Lahav North Nature Reserve

Esta reserva natural fica situada nas imediações da floresta de Lahav que por sua vez fica situada nas imediações do kibbutz Lahav. A sua grande atracção são as grutas impróprias para claustrofóbicos. Apenas consegui percorrer as mesmas até a partir de certo ponto a claustrofobia ter falado mais alto.


















 

O serviço de transporte rodoviário em Israel II

Num artigo que escrevi sobre os preços em Israel referi os preços do transporte rodoviário como sendo uma excepção na carestia de vida neste país. De facto em alguns casos os transportes podem ser bastante baratos mas não há necessariamente uma relação distância/preço.
Para ir de Tel Aviv ao cruzamento de Devira (a 10 km do kibbutz Lahav) o bilhete custou 18,60NIS (cerca de 3,70€) para uma viagem de cerca de 100km. Para ir do kibbutz Lahav à cidade de Be'er Sheva (a cerca de 25km de distância) a viagem custa 13,50NIS (cerca de 2,60€). Para ir de Eilat a Be'er Sheva (a cerca de 250km de distância) a viagem custa 57NIS (cerca de 11,10€).
Também o tipo de serviço não parece influenciar o preço do transporte: ir de Be'er Sheva a Jerusalém custou os mesmos 30NIS (cerca de 6€) no serviço directo como no serviço que pára em tudo o que são paragens.

Ventoínha para aquecer

À primeira vista a ventoínha na fotografia poderia parecer uma ventoínha como tantas outras não fosse o facto de esta ser usada para aquecer o quarto de um hostel na cidade da Nazaré (em Israel) em vez de estar a ser usada para refrescar o mesmo.

 

Shakshuka

Uma receita muito popular por estes lados, mesmo que originada no Norte de África onde existiam grandes comunidades judaicas até à criação do Estado de Israel, é a "shakshuka". Este prato consiste num ovo escalfado rodeado por molho de tomate, podendo-se acrescentar algo mais (geralmente ervas e especiarias) ao mesmo dependendo do gosto de cada um. O exemplar que se encontra na fotografia não tem a melhor apresentação pois foi consumido como parte integrante de um pequeno-almoço "buffet" num hostel em Eilat mas nos restaurantes é sempre servido com o ovo no centro e o molho de tomate a envolver.